segunda-feira, 29 de agosto de 2011
terça-feira, 23 de agosto de 2011

UNIVERSIDADE DO ESTADO DA BAHIA – UNEB
DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS HUMANAS E TECNOLOGIAS /DCHT
CAMPUS XVI - IRECÊ – BA
PROESP – CURSO DE GEOGRAFIA
PROJETO DA ATIVIDADE COMPLEMENTAR
IRECÊ
2011
JEAN SANTOS
(Professor)
OFICINA DA ATIVIDADE COMPLEMENTAR
Trabalho apresentado ao professor Jean Santos, do componente curricular Geografia Rural, do Curso de Licenciatura em Geografia Campus XVI como requisito de avaliação.
Irecê
2011
INTRODUÇÃO
Este Projeto faz parte da Oficina da Atividade Complementar do componente curricular Geografia Rural ministrada pelo professor Jean Santos no Curso de Geografia –PROESP-UNEB. E tem por finalidade expor para debate e reflexão o tema “A Concentração de Terras e os Conflitos no Campo”, levarem os participantes da oficina a reconhecerem a luta pela terra no território brasileiro, principalmente nas regiões Centro-oeste e Norte do Brasil, onde se encontram os maiores latifúndios. Debater e refletir sobre os conflitos no campo, dando oportunidades para que os participantes possam fazer um confronto da realidade vivida pelas famílias que lutam por um pedaço de terra e sua realidade de viver em uma região onde se vivencia uma reforma agrária quase natural. Onde a população em sua maioria tem sua própria área de terra.
JUSTIFICATIVA
Este projeto foi elaborado a partir da observação dos conflitos no e da concentração de terras em outras regiões brasileiras e a realidade vivida pelas famílias da região de Irecê. Buscando desenvolver debate e reflexão que resultem no entendimento de que é necessário existir em nosso país políticas públicas que possam contemplar as necessidades das famílias que não tenham uma área de terra para morar e trabalhar com plena dignidade.
OBJETIVO GERAL
l Apresentar e discutir sobre a concentração de terras e os conflitos no campo, possibilitando a todos repensar sobre a luta e a real situação das famílias sem terra hoje no Brasil.
OBJETIVOS ESPECIFICOS
l Promover discussões que leve ao entendimento de como originou a concentração de terras.
l Conhecer o processo de formação da estrutura fundiária brasileira.
l Promover debate e reflexão sobre a função social da terra de acordo com a Constituição federal.
l Debater a realidade vivida pelos participantes e a difícil situação vivida pelas famílias que lutam não contra a concentração de terras, mas por um pedaço de terra.
l Analisar criticamente os problemas sociais que ocorrem no mundo rural.
l Conhecer o papel dos movimentos sociais na luta pelo acesso a terra no Brasil.
l Compreender a importância da reforma agrária na amenização das desigualdades sociais no campo.
l Promover debate sobre a importância da agricultura familiar, como segmento crucial para sobrevivência das famílias do meio rural e na economia das pequenas cidades.
METODOLOGIA
A discussão sobre o meio rural brasileiro terá uma abordagem expositiva dialogada, mas também contará com a exploração de imagens, mapas e vídeos que possibilitará aos participantes discutir, refletir, analisar e compreender desde a formação dos primeiros latifúndios, os conflitos no campo como também a importância dos movimentos sociais na constituição da reforma agrária que tem ocorrido de forma bem lenta e sem oferecer condições condignas de moradia e de trabalho na própria terra.
GRUPO UIBAÍ
Adelia Machado Lima
Clodoaldo Batista de Oliveira
Gildecio Pereira Matos
Ivanúsia Cunha da Silva
José Francolino Santos Souza
José Roberto Batista de Castro
Maurilia Carvalho
Ruminig Pontes Machado
Suitelma Batista de Souza
REFERENCIAS:
SAMPAIO, Fernando dos Santos; MEDEIROS, Marlon Clóvis. Para Viver Juntos: geografia 7º ano: ensino fundamental. 1 ed. Ver. – São Paulo: Edições SM, 2009.
Projeto Araribá: geografia / obra coletiva, concebida, desenvolvida e produzida pela Editora Moderna ; editora responsável Virginia Aoki, - 1, Ed. – São Paulo: Moderna, 2006.
ADAS, Melhem; geografia (Construção do espaço geográfico brasileiro). – 5 ed. – São Paulo Moderna, 2006.
Relatório da Oficina da atividade complementar de
Geografia Rural
A atividade complementar do componente curricular Geografia Rural, ministrada pelo professor Jean Santos, realizada no período de 12/07 a 07/08 de 2011, a qual nos proporcionou a oportunidade de ampliar as discussões sobre o meio rural brasileiro.
Essa atividade teve como tema A Concentração de Terras e os Conflitos no Campo, sobre o qual elaboramos um projeto que foi apresentado e desenvolvido no dia 29/07/2011 no povoado de Caldeirão de Uibaí na Escola Municipal D. Pedro II, na turma do 9º ano, no turno matutino com duração de 3 horas (quatro aulas). O desenvolvimento desse projeto ocorreu em três momentos devidamente programados, sendo:
1º momento – Foi apresentado o tema a turma por meio de uma aula expositiva e dialogada com o uso de slides para melhor compreensão do tema “A Concentração de Terras e os Conflitos no Campo”. Tema este sempre presente na vida de todos os brasileiros, sendo que grande parte estão diretamente envolvidos outros não. É interessante salientar que a turma com a qual trabalhamos o tema, se localiza em uma área rural e vive uma realidade de um município onde a divisão da terra parece ter sido feita de forma natural, o qual pode chamar de “Reforma Agrária Natural”, facilitando assim estabelecer uma relação de duas realidades diferentes. Não que o município não tenha famílias sem terra, pois temos duas áreas de assentamento, mas nunca estiveram presentes nesse espaço os conflitos por terra, onde a maioria das propriedades não ultrapassa os 50 ha. O tema foi abordado em oito subtemas diferentes (1- A concentração de terras (profº José Francolino); 2- A estrutura fundiária ( profª Maurilia); 3- A função social da terra (profº Rumenig); 4- O difícil acesso à propriedade da terra (profª Ivanúsia); 5 – As ligas camponesas (profª Suitelma); 6 - Os movimentos sociais no campo (profº José Roberto); 7 – O PNRA e a UDR (profºGildecio); 8 – A agricultura moderna (profº Clodoaldo); 9 – Agricultura familiar (profª Adelia).
2º momento – Os alunos presentes foram convidados para participarem de um lanche que oferecido pelo grupo de organização da oficina
3º momento – Os alunos tiveram um espaço para questionamentos e opiniões e principalmente uma análise da forma como vivem as famílias em nossa região em relação a questão da terra e a realidade vivida pelas famílias que vivem em constante conflito por não terem a terra para morar e ao mesmo tempo trabalhar de forma digna. Surgindo assim a consciência de que é necessária uma política de reforma agrária justa e urgente que atenda as reais necessidades das famílias sem terra.
É importante acrescentar que essa atividade trouxe uma contribuição significativa, ao despertar a possibilidade de se deve valorizar o uso da terra como meio de sobrevivência no desenvolvimento da Agricultura Familiar, que possam promover o interesse por parte dos alunos e conseqüentemente um melhor entendimento do conteúdo abordado e uma melhor aprendizagem, partindo da teoria para a prática de forma simples e eficaz.
Imagens da atividade complementar .













sexta-feira, 29 de julho de 2011
Tá na net! Vamos ficar de olho...
A considerar o custo aluno-ano de 2011 até o momento, o piso do magistério terá reajuste de 22,22% em janeiro de 2012. E com isso, o valor atual de R$ 1.187,00 deve subir para R$ 1.450,75. Pelo menos!
Os cálculos para chegarmos a estes dados baseiam-se na metodologia adotada pelo MEC, atendendo à consulta formal feita aos técnicos da Advocacia Geral da União (AGU). De acordo com estes cálculos, adota-se, para fins de correção anual do piso do magistério, a diferença percentual do custo aluno-ano praticada nos dois an
os anteriores ao do ano do novo piso. Ou seja, a variação percentual dos anos de 2010 e 2011. Em 2010, o valor do custo-aluno apresentou uma variação durante o ano, mas o MEC adotou o valor previsto inicialmente de R$ 1.414,85 para reajustar o piso de 2011. Como durante o ano foi apurado um outro valor, mais alto, caberia ao MEC atualizar o valor do piso, como já denunciamos aqui no blog – denúncia que, posteriormente, foi feita também pela CNTE.
Mas, de maneira alguma o MEC poderá adotar o valor corrigido do custo aluno-ano de 2010 para reajustar o piso de 2012, pois isso representaria um duplo confisco no piso dos professores: o deste ano, em função da não atualização do valor do piso para R$ 1.277,00, e o de 2012, caso o MEC resolvesse adotar o valor mais alto do custo-aluno ano de 2010. Neste caso, ele estaria usando ao belprazer diferentes valores para reduzir o piso dos professores. O que, além de ilegal, é imoral, e caberia processo por prática de estelionato, improbidade administrativa, apropriação indébita e má-fé em relação à coisa pública. Isso nós não admitiremos, obviamente.
Assim, só para que fique claro como a luz do dia: para reajustar o piso de 2011, o MEC adotou a diferença percentual do custo aluno-ano entre 2009 e 2010 – utilizando o valor mais baixo deste último ano. Quando for calcular o reajuste do valor do piso de 2012, terá, obrigatoriamente, que usar este mesmo valor mais baixo de 2010 e o valor do custo-aluno apurado em 2011. Se o fizer, agindo de forma honesta e legal, encontrará – caso não haja mudança no custo-aluno de 2011 -, o valor que o nosso blog anuncia agora: R$ 1.450,00 para a jornada de até 40 horas, para o professor com ensino médio.
O valor do custo-aluno ano de 2011, de acordo com a Portaria Interministerial nº 477, de 28/04/2011, assinada pelos ministros do MEC e da Fazenda, é de R$ 1.729,33. Tal valor pode até sofrer alteração para mais, ou para menos. Mas, como a economia do país está em crescimento, o mais provável é que este valor, se não se mantiver até o final do ano, seja ainda maior. Mas, tomando como base a diferença percentual entre os valores do custo aluno/ano de 2010 (R$1.414,85) e 2011 (R$ 1.729,33) chegamos ao percentual de 22,22% que, aplicados ao piso de R$ 1.187,00 resultará na soma de R$ 1.450,75.
Multiterritorialidade do mundo
| UNIVERSIDADE DO ESTADO DA BAHIA – UNEB DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS HUMANAS E TECNOLOGIAS /DCHT CAMPUS XVI - IRECÊ – BA PROESP – CURSO DE GEOGRAFIA COMPONENTE CURRICULAR- GEOGRAFIA POLÍTICA PROFESSOR: ANTÔNIO MUNIZ FILHO |
Multiterritorialidade do mundo
COMPONENTES:
Clodoaldo Batista de Oliveira
Gildecio Pereira Matos
José Roberto Batista de Castro
Ruminig Pontes Machado
Suitelma Batista de Souza
IRECÊ
2010
Multiterritorialidade do mundo
Trabalho apresentado ao professor Antônio Muniz Filho do componente curricular Geografia Política, Módulo XI do Curso de Licenciatura em Geografia Campus XVI como requisito de avaliação.
IRECÊ
2010
Multiterritorialidade do mundo
Vivemos em um mundo marcado por grandes conflitos, disputas políticas e econômicas que afetam a vida sócio-econômico direto ou indiretamente de pessoas em todas as partes do mundo.
O capitalismo globalizado reproduz profundas desigualdades sociais, favorecendo o surgimento de aglomerados humanos de exclusão e beneficiando as classes dominantes do capital. O mesmo serve de base para o surgimento das multiterritorialidades.
A multiterritorialidade inclui três tipos de espaços: território-zona, território-rede e aglomerado de exclusão, onde os territórios-zona são mais tradicionais, prevalecentes na lógica política, especialmente no principio territorial que rege os Estados-nações; os território-rede, dominantes da lógica econômica das grandes corporações globais e aglomerados humanos de exclusão que relega muitas áreas do planeta a uma espécie de desordem sócio-espacial.
Se antes a região poderia ser vista de forma contínua, como unidade espacial não fragmentada, hoje o caráter altamente seletivo e muitas vezes “pontual” da globalização faz com que tenhamos um mosaico tão fragmentado de unidades espaciais que ou a região muda de escala (focalizada muito mais sobre o nível local, onde ainda parece dotada de continuidade) ou se dissolve entre áreas descontínuas e redes globalmente articuladas. Nesse caso, uma proposta interessante seria realizar uma “regionalização global em rede”, onde poderíamos distinguir territórios-rede de múltiplos agentes, como os que envolvem as grandes diásporas de imigrantes, os circuitos do narcotráfico, do contrabando, do sistema financeiro, do turismo internacional etc. Eles funcionam integrados ao sistema-mundo, mas têm importantes especificidades que permitem uma leitura geográfica particular de suas ações. (Haesbaert, 1999, p 31).
Esta citação evidencia os fatos apresentados no filme “Onze de setembro”,quando de forma instantânea os noticiários do acontecimento sobre o ataque terrorista aos Estados Unidos (World Trade Center e o Pentágono) espalharam-se por quase todo o mundo (territórios-rede), a qual os terroristas da Al Qaeda tiram proveito do sistema global de comunicação para arrecadar fundos, que serão utilizados para a realização dos seus ideais contra o ocidente (Estados Unidos) infiltrando agentes de sua organização em pontos estratégicos de alguns Estados-Nações, ao mesmo tempo em que busca adeptos entre os aglomerados de excluídos em áreas desoladas como no interior do Afeganistão.
A multiterritorialidade no mundo contemporâneo sofre um processo de complexificação nunca visto em termos de dinâmica territorial, pois ela se realizaria tanto na sua forma “passiva” usando os meios de comunicação para se comunicar com as diversas partes do mundo, e quanto na sua forma ‘ativa” utilizaria dos meios de transportes mais rápidos para quem tem esse acesso, pois os mesmos estão diretamente ligados as classes sociais.
(...) a multiterritorialidade contemporânea, tão enaltecida por alguns, deve ser interpretada em sua dupla face: a territorialização pode ser libertária, sugerindo opções e contrastes, permitindo a livre manifestação de identidades e ao mesmo tempo opressora, quando se fecha, voltando-se apenas para os seus “iguais” e ignorando o diálogo e o confronto renovadores. Trata-se ai de uma fragmentação pela supervalorização do território. Por outro lado, a fragmentação pela valorização das redes e da globalização, a todo o momento, impedindo-nos a rápidas mudanças de escalas (e, conseqüentemente, de parâmetros identitários) também pode ao mesmo tempo gerar insegurança e o medo, fragilizando-nos, ou o desafio e o conflito,no sentido de permitir múltiplos pertencimentos, a vivencia concomitante de múltiplas identidades.(Haesbaert,1997:271)
Embora território-zona e território-rede geralmente sua representação espacial é mais nítida que os aglomerados de exclusão. Variando a escala, por exemplo, podemos visualizar ora os territórios-zona, ora os territórios-rede os primeiros constituindo pontos de articulação ou de conexão para os segundos. Os aglomerados de exclusão se manifestam tanto de forma muito fragmentada, nos interstícios da sociedade, quanto de forma contínua, como foi relatada no filme, quando em Burkina Fasso, na África, uma criança deixou de ir à escola para trabalhar em função da doença de sua mãe, pois precisava comprar remédios. Como também no relato em que existem três milhões de refugiados no Irã.
Reconhecer múltiplos territórios significa admitir a existência de distintas formas de conceber e de vivenciar a territorialidade, que depende muito da condição cultural e de classe de cada grupo social, lembrando que a multiterritorialidade não é em si positiva ou negativa.
Na história mundial ocorreram muitos “11 de setembro” fatídicos, porém pouco lembrados como o ocorrido nos Estados Unidos, onde alguns tiveram a participação direta ou indireta desta potência como foi citado no filme acima, como o golpe no Chile, a invasão do Iraque, etc.
Lutar por uma sociedade mais solidaria e muito mais igualitária significa, portanto, lutar também pelo acesso a esta multiterritorialidade planetária, onde cada um possa acionar um território-rede que vai do local ao global. A esperança é que a “descoberta” desta espécie de recurso pautado na multiterritorialidade pode estar não só a serviço dos arautos do terror, como os membros da Al Qaeda, mas também a serviço de novas iniciativas democráticas.
quarta-feira, 13 de julho de 2011
Resenha de R. Hidricos e Minerais
UNIVERSIDADE DO ESTADO DA BAHIA- UNEB.
PROESP- GEOGRAFIA
RECURSOS HÍDRICOS E MINERAIS
Prof.ª MARIA ZÉLIA
31 JAN. DE 2011
GILDECIO P. MATOS, IVANÚSIA C. DA SILVA, SUITELMA FERREIRA B. CARVALHO.
RESENHA: UM SISTEMA EM DESEQUILÍBRIO
MILAZZO, Alexandre Dacorso Daltro & CARVALHO, Anderson Abbhusem Freire. Uma Relação Entre a Teoria Gaia, o Aquecimento Global e o Ensino de Ciências. Alexandria. Revista de Educação em Ciências e tecnologia, v.1, n.2, p.107-120, jul.2008.
Alexandre Dacorso Daltro Milazzo é graduado em Ciências Biológicas pela Universidade Católica do Salvador (2007). Atualmente é professor de ciências do Colégio Impacto, em Lauro de Freitas, Bahia.
Anderson Abbhusen Freire de Carvalho, possui graduação em Ciências Biológicas pela Universidade Católica do Salvador (1995), especialização em Gerenciamento Ambiental pela Universidade Católica do Salvador (1997), especialização em Educação Ambiental pela Universidade Católica do Salvador (1998) e mestrado em Ecologia e Biomonitoramento pela Universidade Federal da Bahia (2004).
O texto dos autores aborda sobre a teoria Gaia, que foi divulgada no inicio da década de 1970 pelo cientista inglês James Lovelock, que propunha um sistema cibernético que mantém o ambiente físico-químico da Terra sempre em ótimas condições para a existência de vida no planeta e que o homem vem alterando no decorrer dos anos ao analisar como o aquecimento global e a teoria Gaia estão associados, assim sendo é de grande importância que estes temas sejam abordados em sala de aula para ajudar a entender melhor os problemas ambientais.
Atualmente o planeta Terra esta enfrentando um problema que mobiliza muitos estudiosos, é o chamado aquecimento global responsável por acontecimentos atípicos que ocorrem em todo o planeta.
O autor trata da reação da terra às ações negativas praticadas pelo homem contra o meio ambiente. Essa reação é uma resposta a essas praticas e se apresentam em forma de catástrofes como os tufões, secas, enchentes, maremotos, etc.
O surgimento desse pensamento só aconteceu após um estudo realizado observando as semelhanças entre as atmosferas de planetas vizinhos, Vênus e Marte, e que em 1970 passou a ser chamada Teoria de Gaia. Na conclusão dessa pesquisa com a contribuição de vários autores, notou-se que as composições químicas das atmosferas de Marte e Vênus pareciam-se muito e eram diferentes da composição da terra. Em Marte e Vênus o dióxido de carbono predomina com 98% de concentração, o gás nitrogênio com cerca de 2% e o oxigênio muito menos que 1%. Na atmosfera terrestre ocorre o contrario, a mais oxigênio com 21% e nitrogênio com 79%, metano 1,7% e dióxido de carbono 0,03%. Com esses resultados perceberam que Marte e Vênus estavam quimicamente equilibrados e que a Terra estava em desequilíbrio químico.
A Teoria Gaia possui muitos exemplos de mecanismos nos quais são utilizados para a continuação de condições sempre ideais para a vida no planeta, um deles é manter a concentração de oxigênio em um nível ideal de 21%, outro é o fato de diminuir a quantidade de dióxido de carbono, principal fator para o aquecimento global.
O aquecimento global é um fenômeno que atinge todo o planeta, através do lançamento de gás estufa na atmosfera resultante da queima de combustíveis fósseis. É sabido que com a Revolução Industrial os recursos naturais passaram a ser explorados de forma irresponsável por parte do homem para poder aumentar a produção de energia para as indústrias, combustíveis para os veículos e atender o consumismo humano, alterando assim um sistema tão complexo como é o da Terra que passou a apresentar características fora do normal e do esperado.
É interessante ressaltar que Lovelock cita o homem como um dos principais contribuintes no processo das acelerações ocorridas no planeta, propondo que esses acontecimentos ambientais poderiam ser respostas do Sistema Gaia que esta com sua formação natural drasticamente modificada.
O sistema Gaia possui inúmeros mecanismos para dar equilíbrio à Terra, mas o homem esta alterando esse equilíbrio fazendo com que os fenômenos naturais aumentem de intensidade e se tornem mais devastadores, então é de suma importância que tal tema seja abordado na escola de forma que o jovem possa usar seus conhecimentos adquiridos durante a sua vida, tendo consciência de que o homem faz parte da natureza e não fora dela, pois as conseqüências atingirão a todos.
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